Você sabe o que é Pix? Esclareça suas dúvidas sobre o assunto aqui!

Você, provavelmente, já teve alguma informação sobre o que é Pix, mas separamos os detalhes que você precisa conferir para entender o seu funcionamento, de uma vez por todas, e de um modo fácil.

Basicamente, o modelo faz parte de um processo de modernização do sistema de transações financeiras entre pessoas e empresas, ou seja, dos pagamentos, transferências e saques que fazemos por meio de nossas contas bancárias e pelos meios de pagamento, que são uma tendência da tecnologia.

Desenvolvido pelo Banco Central (BC), o novo sistema facilita essas transações, agiliza os processos envolvidos nelas e elimina custos. Tanto que uma transferência que podia ocorrer apenas no dia seguinte e era cobrada, com o Pix pode ser feita em segundos e sem custo.

Mas, essa é apenas “a ponta do iceberg”. Confira os detalhes!

O que é Pix?

Para entender melhor essa inovação, pense em um meio de pagamento instantâneo, que pode ser feito a partir do celular, a qualquer hora do dia e em segundos. Além disso, é possível usá-lo em uma conta-corrente, poupança ou de pagamento. Como características, o próprio Banco Central cita em seu site que o sistema é:

  • rápido — as transferências e pagamentos ocorrem em segundos;
  • disponível — não há limitação ao horário bancário, nem em finais de semana e feriados;
  • fácil — basta uma chave para fazer as transferências;
  • barato — o custo é reduzido, variando, de acordo com a instituição de pagamento;
  • seguro — o sistema é robusto e usa criptografia; 
  • aberto — a participação é ampla por parte das instituições e o modelo tem, entre os objetivos, democratizar o acesso aos meios de pagamento;
  • versátil — os pagamentos podem ocorrer, independentemente do valor e entre pessoas, empresas e o governo;
  • integrado — a conciliação bancária é facilitada pela integração, que permite automatizar procedimentos. 

Como funcionam as chaves do Pix?

As chaves Pix contribuem para otimizar a gestão financeira, ao simplificar a identificação dos usuários. Elas devem ser previamente cadastradas e podem ser:

  • o CPF — no caso de pessoa física;
  • o CNPJ — no caso de empresas;
  • o e-mail;
  • o número de celular;
  • ou uma chave aleatória — que é uma sequência alfanumérica gerada de modo aleatório pelo BC, para quem não quiser divulgar seus dados.

Não é necessário optar por uma única modalidade de chave, ou seja, é possível cadastrar, por exemplo, o número de celular e o CPF. Depois de efetuado o cadastro, as chaves adotadas permitirão identificar a conta. Ao recebê-la, outros usuários poderão fazer transferências sem a necessidade de digitar números de conta, banco e agência, como ocorre, atualmente. Isso também vale para o caso dos boletos e os seus longos códigos digitáveis. 

Como são feitas as transações?

Qualquer pagamento poderá ser efetuado por meio do Pix, bastando inserir a chave e o valor. Depois de alguns segundos, o dinheiro sairá de uma conta para a outra. A partir de 2021, também será possível fazer saques em estabelecimentos comerciais.

Com o uso dos recursos de identificação, o sistema vai gerar um QR Code na máquina de cartão, que poderá ser escaneado no celular do sacador para o pagamento do valor devido, que será confirmado imediatamente, permitindo o saque. Obviamente, isso depende da disponibilidade de caixa do comércio, mas o ganho será alto, pois diminuirá a demanda pelas máquinas de saque, que têm custo.

Do aspecto da segurança, o ganho também é considerável, uma vez que pode diminuir a quantidade de dinheiro em muitos estabelecimentos, além da necessidade de se dirigir a uma agência para o depósito, portanto, o deslocamento com altos volumes em dinheiro.

Outro ponto interessante é que esse tipo de procedimento — somado às transferências, pagamentos e o acesso de mais pessoas ao sistema de pagamento — tende a diminuir a necessidade de dinheiro em circulação, gerando uma economia significativa para o país, que gasta valores consideráveis para imprimir as notas. 

Quem pode fazer o Pix?

Inicialmente, 762 instituições foram aprovadas pelo Banco Central para operarem com o Pix, incluindo os bancos e os meios de pagamento. Algumas vão fazer algumas modificações e foram barradas pelo BC, enquanto outras optaram por aguardar, mas, em pequeno número e temporariamente. Portanto, quem tem uma conta em alguma dessas empresas autorizadas poderá fazer transações:

  • com outras pessoas;
  • entre pessoas e empresas — incluindo o comércio eletrônico;
  • entre empresas — para pagamento de fornecedores, por exemplo;
  • para transferir pagamentos para o governo — federal, estadual e municipal. 

Para oferecer essa novidade, até mesmo empresas podem usar o sistema de Banking as a Service, fundar sua instituição e oferecer os serviços bancários autorizados, o que inclui o Pix.

Quando você pode usar o Pix?

Desde o início do mês de novembro de 2020 algumas pessoas já puderam fazer transferências, mas em uma modalidade experimental, que serve para garantir que o sistema está funcionando perfeitamente.

Em qualquer implantação de tecnologia em larga escala, como é o caso, é normal que ocorra essa etapa inicial, pois corrigir uma inconsistência ou problema em poucas contas é muito mais fácil do que fazer a mesma coisa em todas elas. Por isso, só a partir do dia 16 de novembro de 2020 que as transações passaram a ser feitas por todas as pessoas que se cadastraram. 

Qual é o nível de segurança do Pix? 

O Pix oferece uma chave para crédito em sua conta-corrente. Isso permite que outras pessoas enviem dinheiro para você, mas não dão acesso à sua conta, impedindo que elas façam saques ou transferências com o seu saldo. Como já mencionamos, o risco também é minimizado pelo uso da criptografia e a diminuição de circulação de dinheiro em espécie. 

Agora que você sabe o que é Pix e que ele oferece segurança, agilidade, flexibilidade e ausência de taxas, só precisa verificar com o seu banco tradicional, digital ou meio de pagamento se o cadastro está disponível.

Mas, lembre-se! Não envie seus dados por mensagens de texto, nem responda a e-mails e outras formas de solicitação de números e senhas, que não seja o aplicativo do seu banco. Esses cuidados são fundamentais em qualquer ação virtual para garantir sua segurança.

Para concluir, pense que outras pessoas da sua rede provavelmente têm as dúvidas que você acabou de tirar! Por isso, compartilhe este post nas redes sociais, agora mesmo! 

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